terça-feira, 29 de março de 2011

Cânion Guartelá – Conheça as belezas de um dos maiores Cânion do Brasil.

Este é um post diferente aqui no Viajar e Pensar, o texto e a foto são da Mariana do @FalaTurista (www.falaturista.com.br).
A Mariana é estudante de Jornalismo, apaixonada por viagens. Nos privilegiou com a sugestão de passeio ao Cânion Guartelá, uma bela região no Paraná, que vou confidenciar que eu não conhecia também.

Espero que todos gostem!!!


Cânion Guartelá – Conheça as belezas de um dos maiores Cânion do Brasil.

O estado do Paraná possui uma grande quantidade de bons lugares voltados para o ecoturismo e que podem ser visitados por toda a família e adoradores da natureza. O que muitas pessoas não sabem é que alguns roteiros estão próximos da capital do estado, ou seja, você tem a opção de curtir um lugar diferente fora da área urbana e voltar para passar a noite em seu hotel em Curitiba. O Cânion Guartelá é um dos espetáculos da natureza próximos a Curitiba e que pode ser visitado com poucas horas de viagem, pois a distância entre a cidade e o parque é curta, possibilitando aproveitar bem o passeio.

Um cânion é formado quando existe algum tipo de erosão vertical superior à horizontal, formando uma espécie de vale profundo que possui em seu interior rios e é cercado por grandes paredes. O Cânion Guartelá pertence ao planalto dos Campos Gerais e está localizado entre os municípios de Castro e Tibagi. Sua extensão é de aproximadamente 40 km, sua abertura máxima de aproximadamente 1 km e escarpas variam entre 100 e 130 metros. Tudo isso, faz com que o Cânion Guartelá seja o maior cânion do Brasil e o sexto maior do mundo! A temperatura do local varia entre 17° a 30° no verão e 5° a 22° no inverno, então é essencialmente importante que se leve um agasalho ao visitar o local, principalmente nas épocas de frio mais intenso.

A paisagem do Cânion Guartelá vista ao amanhecer é algo surpreendente, o nevoeiro espesso que cobre as montanhas vai se dissipando aos poucos com a luz do sol e então é possível se ver as típicas araucárias da região e as formações rochosas do local que são sinuosas, altas, cortadas com fendas e ao mesmo tempo encantadoras.

A visita ao local não se restringe apenas ao espetáculo do nascer do sol entre as montanhas. Dentro do espaço do Cânion Guartelá você encontra o Parque Estadual do Guartelá que oferece aos turistas muitas opções de lazer voltadas para o ecoturismo. Entre os principais passeios do parque, se destacam a cachoeira, o banho nos “panelões” de água quente, formado em meio as rochas, bela trilhas e o mirante do cânion. A fauna do local abriga uma grande diversidade de animais, como: tamanduás, bugios, capivaras e até lobos guará e suçuaranas que são espécies ameaçadas de extinção. Um dos espetáculos a parte no parque são as pinturas rupestres. Historiadores dizem que a cerca de 2 mil anos atrás índios tupis-guaranis abrigaram a região dos Campos Gerais, deixando marcado ali seus registros.

O Parque Estadual funciona de quarta a domingo das 8h até as 18h. A entrada no local é gratuita e deve ser agendada previamente. O número de visitantes por dia é regulado e deve ser feita com o auxilio de um guia local. O mesmo vale para a as pinturas rupestres, que deve ser acompanhada por algum condutor.

O Cânion Guartelá é considerado um dos sítios geológicos do Brasil reconhecido pela SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos). O parque é um verdadeiro espetáculo do Estado do Paraná, porém, ainda é pouco lembrado entre os principais roteiros turísticos do estado. Se você pretende visitar Curitiba ou alguma cidade da região, programe uma visita até o Parque Estadual do Cânion Guartelá.

Obrigado Mariana!!!!



Aproveito para deixar um Convite aos outros viajantes, que desejam publicar uma experiência e sugestão de Viagem, ou mostrar algo legal em sua região no Viajar e Pensar é só entrar em contato.



quarta-feira, 23 de março de 2011

Florianópolis 285 anos, Orgulho de ser Mané!!!


Florianópolis, ou Floripa como prefiro é a cidade onde Mané / Manezinho nos dá orgulho de ser chamado.
Parabéns para esta cidade, imagens e não texto mostrarão outro lado da nossa menina que faz 285 neste dia 23 de Março. Retrata um lado não praiano, para quem acha que só de praia vive nossa cidade.
Nossa bela Catedral, cercada por belas construções Centenárias e a Praça XV.
Mercado Público, onde o Rico, Famoso e o Povo da cidade se encontra. Podia ser melhor, mas imperdível uma visita.
Dentro do Mercado o famoso Box 32, do Beto Barreiros, que possui um dos melhores Blogs de culinária do Brasil.
Blog do Beto Barreiros
Além do famoso Box 32, pelo lado de fora do Mercado, tem o Bar do Alvim, conhecida como uma das esquinas mais democráticas da cidade.
Mercado excelente para se comprar os mais variados frutos do Mar.
Mostro aqui um segredo:
Cidade da Kibelândia, o melhor Chopp da Ilha, se contrariar não é Mané. Local onde foi e é planejado o futuro da Humanidade. Por muito tempo redutos dos Comunistas desta Ilha do Atlântico Sul. E claro além do chopp, o Kibe é muito bom.
Deseja algo mais local e charmoso?

Deste Balcão histórico sai o famoso Chopp, que inspiraram muitas idéias e paixões.
Próximo a Kibelândia está o Museu Victor Meirelles, na casa onde viveu e nasceu o pintor da "Primeira Missa do Brasil", um dos quadros mais famosos de nossa história.

Centro das belas casa históricas, que valem o passeio.
Murais com Grafite, com ar de modernidade e embelezando vários espaço da cidade.

Este foi meu parabéns para minha cidade e todos os que aqui vivem e cuidam desta cidade.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bebendo e Visitando o Chianti

Na nossa passagem por Florença em 2008, queríamos conhecer as famosas regiões vinícolas da Toscana. A região está dividida em várias micro regiões ou D.O. (Denominações de Origens), muitas delas bem conhecidas como: Montalcino, Montepulcianos e Chianti, com vinhos com a mesma nomenclatura. Nossa idéia era visitar pelo menos uma das famosas D.O., e a região do Chianti foi nossa eleita.

Nosso viagem na Italia foi toda realizada de trem, sem a locação de automóvel, por isso em Florença escolhemos um tour pronto já organizado, existem várias possibilidades, como BikeTour, Almoço, Jantar e/ou Degustações. Escolhemos um tour de uma tarde com visita à uma Vinícola tradicional em Chianti, incluia degustação e visitação à uma Vila da Toscana, neste caso seria Greve de Chianti. Contratamos na recepção do hotel, entre os vários folhetos oferecidos, sem reserva antecipada. O custo deste passeio com a degustação custou 42 Euros por pessoa.

Para muitos, Chianti é o vinho de Pizzaria, ou típico vinho de Cantina. Esta fama é porque durante muitos anos foram engarrafados os vinhos desta região em garrafas mais bojudas e com o fundo envolvido por palha. Estas garrafas estão presentes nas prateleiras e penduradas nos tetos das Cantinas e Pizzarias pelo mundo.
Para os "amigos do vinho", Chianti é uma denominação de origem muito tradicional na Itália, localizada entre Florença e Siena. Seu vinhos são elaborados basicamente com as uvas Sangiovese. Outro destaque da região nos últimos anos, foram a produção dos vinhos chamados de Super Toscanos, onde além da uva típica da região, são vinificados com castas Francesas, como Merlot e Cabernet Sauvignon.

Pegamos um onibus na praça em frente a Stazione Santa Maria Novella. Apresentávamos o voucher do hotel e nos informavam o número do ônibus que pagaríamos. Nosso grupo era formado de cidadãos de todo o mundo, um grupo bem diversificado e interessante.
Poucos minutos após sair de Florença, você já estará transitando no meio de uma região agrícola rural entre as mais belas do mundo. Várias plantações de frutas e verduras, com muitas uvas e oliveiras.

Setembro é uma época excelente para visita à Toscana, final do verão, época da Vindima (colheita), quando as parreiras de Sangiovese estão cheias de seu fruto.




Nossa primeira parada foi no Castello il Palagio. Uma propriedade rural, muito antiga, um fortaleza Medieval Clássica. Algo como um pequeno Feudo, todo fortificado com as plantações ao redor.


O Il Palagio além de produzirem vinho, também plantavam oliveiras, para produção de Azeitonas e Azeite de Oliva.




Dentro do castelo, visitamos as Bodega/Adegas, com seus Barris para a Maturação e armazenamento do líquido precioso do mosto de uvas. Era um ambiente mais escuro e friozinho para a manutenção da qualidade dos vinhos.







Após conhecermos todas a instalações da propriedade, chegamos ao que interessa. A degustação dos vinhos produzidos na propriedade, acompanhados de pães, queijos e salames toscanos, regados com Azeites Extra Virgens produzidos por eles.
Serviram- nos 4 vinhos, sendo um branco tranquilo. simples Um Chianti Clássico super característico, com aroma fechado de algo guardado, e sabor gostoso. O último vinho foi um Super Toscano de Merlot, muito bom, bem aveludado e excelente em boca.
Para sobremesa foi servido o Vin Santo, feito com uvas passas, acompanhado dos Cantucci, biscoitos de amêndoa.

Comprei o Super Toscano na Bodega do Il Palagio para um momento especial.

Após a degustação, fomos conhecer a comuna Greve de Chianti. Uma pequena vila da Toscana, com um centro pequeno, onde não poderia faltar uma praça bem Tradicional, com Igrejinha, várias cantinas, Enotecas e casas de Queijos e Souvernier. Chamou atenção na praça um carro com placas da Grã Bretanha, com o condutor na direita, deve ser uma aventura, dirigir na Itália pelo lado contrário.

Nas Enotecas vendiam vinhos de todas as regiões da Toscana, ampla variedade de produtores locais e com explicações técnicas particulares de cada região.
Site do Castello Il Palagio:
www.castelloilpalagio.it

Gosta de Vinhos e Viajar, viste nosso Post sobre o Napa Valley:
# Day Tour ao Napa Valley



segunda-feira, 14 de março de 2011

Conexões - A pior parte das Viagens!!!!


A pior parte de toda viagem aérea se chama conexão, aquela parada ou troca de avião durante a sua partida e o destino final. Mesmo adorando aeroportos e aviões, esta parada entre os voos é a parte mais detestável de todas. Ter que descer do avião, voltar para uma sala de espera, com cafezinho a cinco reais, poltronas duras, é um dos inconveniente das viagens aéreas.

Invejo muito os moradores do Rio de Janeiro e São Paulo, que tomam um banho, pegam sua mala e voilá, estão a caminho das principais cidades do Brasil e do Mundo. Melhor ainda na volta, pegam um voo, retiram a bagagem na esteira, vão ao estacionamento ou pegam um táxi e estão em casa. Existe algo melhor que chegar em casa após uma longa noite mal dormida dentro de um avião??

Os problemas com as conexões já nascem quando vamos selecionar o voo, criam-se duas dúvidas: pegar uma conexão com maior intervalo entre os voos , para não correr risco de perder o próximo voo, ou de as bagagens não embarcarem. Ou arriscar uma conexão mais apertada, chegando o mais próximo possível do voo seguinte, evitando o chá de cadeira no aeroporto. Aumenta-se o problema, quando o voo será feito com bilhetes comprados separadamente ou de companhias não parceiras. Neste caso, sempre pegue uma conexão com maior tempo entre elas, pois será necessário, pegar as bagagens, e fazer novo procedimento de check-in e etc. Sendo que um problema no voo inicial, pode deixar você sem pai nem mãe, pois a companhia do próximo voo não possui nenhuma responsabilidade pelo problema do voo inicial. Pior ainda, se estiver cheio de bagagens vindo de um voo internacional, e for embarcar num voo local, será uma incomodação com os excessos de bagagens. Também evite fazer conexões utilizando companhias Low Cost, o compromisso delas com os clientes é de voo barato, não de pontualidade.

Como moro em Florianópolis, sempre perdemos o dia com esta história de conexões já de saída. No último Carnaval, fomos à Trancoso com voo para Porto Seguro. Primeiro voo Floripa - Guarulhos, foi às 9:30h, chegamos em Guarulhos próximo às 11h e aguardamos até às 15:30h para a conexão até Porto Seguro. Resultado: um dia perdido, chegamos em Porto Seguro quase às 18 horas. Se fosse um morador de São Paulo por exemplo, pegaria um voo às 9:30h e às 18h já estaria em Miami, ou até mesmo, quase em Lisboa.

Que ver uma viagem "azedar", veja o nosso relato do voo da Air China (Link aqui). Como atrasou a saída do Brasil em mais de 5 horas, perdemos nossa conexão em Madrid para Lisboa. Além do tempo perdido, mudaram nossa conexão para o fim do dia. O estresse foi ter que marcar novo voo, depender da disponibilidade de lugares, e para piorar, ninguém sabia onde estavam nossas bagagens, pois a bagagem estava etiquetada para um voo que já havia partido ao chegarmos.

A pior parte das conexões são os voo de volta, na ida você está mais tolerante. Pegar um voo de 8 horas ou mais, chegar baleado e zonzo, entrar na fila da imigração, pegar a bagagem e sair correndo para o próximo voo. Alguns casos, já na esteira da bagagem está um funcionário chamando seu nome, para ir correndo para o próximo voo, que só falta você. Nada de paradinha no Duty Free, ou até mesmo um tempinho para se localizar ou aterrissar as idéias.

Reclamar de viagem é o verdadeiro "Reclamando de Barriga Cheia", mas vamos concordar que voos diretos sempre são e serão um prazer. Além do que, muitos viajantes, além das conexões aéreas, ainda fazem uma conexão rodoviária, pois sua cidade não possui aeroporto.

Boas Viagens a Todos!!!!

Já visitou meu post sobre os Programas de Milhagem?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Taberna Ideal - Um lugar diferente de Lisboa


Ao procurar um restaurante diferente em Lisboa, que fugisse das tradicionais comidas típicas #bacalhau, encontramos a Taberna Ideal. Um lugar moderno, jovem e aconchegante! Na internet, encontra-se boas referências no Time Out e no Lifecooler sobre a Taberna Ideal. O ambiente, não é de taberna propriamente, ao contrário, parece uma sala de estar de uma casa de família, muito bacana e aconchegante. Poucas mesas, imagino que a capacidade máxima seja para 30 pessoas. Como o espaço é pequeno, torna- se imprescidível reservar antes de ir. Mas aos desavisados sem reserva, ao lado tem a Petiscaria Ideal, das mesmas proprietárias, mas com uma proposta de bar/petiscaria, em que pode-se aguardar uma mesa por lá.
Taberna Ideal Lisboa

A Taberna Ideal localiza- se na rua Esperança 112, no Bairro de Santos. Para quem está hospedado na parte central da cidade, o táxi custa menos de 10 Euros, outra opção é ir de ônibus ou elétrico, é só descer na estação de Santos e subir a ladeira.

O diferencial é sua informalidade/ casualidade, tipo: - Sinta-se em casa!! Ao chegar as atendentes já anunciavam que seus nomes eram Tânia e Catarina, e que se chamássemos de garçonete ou algo parecido, não seríamos atendidos. Ao saber que éramos brasileiros, nos explicaram que a proposta da casa é de uma cozinha de compartilhamento, onde todos os pratos servem mais de uma pessoa. Um detalhe legal é que o cardápio é um quadro negro na parede com os pratos do dia.



















Tânia perguntou sobre nosso gosto para vinhos, e então disse que já tinha um vinho para nós. Trouxe sem eu escolher, por sua opção, avisando que se eu não gostasse era só trocar.

Tremoços
Então nosso começo foi com este Alentejano (achei que iria evoluir, mas estava bem áspero e tânico para um português, como um Sul Americano, não típico, eu esperava mais, mas estava bom). Acompanhou de entrada Tremoços temperados e no azeite. Não conhecia os tremoços, que são sementes, como ervilhas e favas, bem gostosos.

Tiborna de Queijo de cabra
Costeleta de Vitela, na manteiga com Ervas





Nosso primeiro pedido foi esta Tiborna de Queijo de cabra, alecrim e mel. Acho que pela foto não preciso falar mais nada! Tibornas são como Bruschetas em Portugal.



Pela seqüência do cardápio, vieram os Petiscos, e a nossa escolha foram Figos Frescos gratinados com Queijo de Serpa e Presunto. Os figos servidos na redução de acetato balsâmico, delicioso! Um detalhe: os figos estavam numa textura correta, não molenga. Gostei bastante desta proposta!




Para completar, o prato principal foi "Costeleta de Vitela, na manteiga com Ervas". Costeleta para eles é o mesmo que a nossa bisteca. Nunca tinha imaginado comer uma carne tão boa em Portugal. Neste prato o vinho combinou muito bem.







Acompanhavam a vitela, esta batata gratinada com rúcula. A batata estava deliciosa e no ponto, nem muito queijo ou batata molenga demais.





O único pedido que não acompanhou o nível dos outros pratos da noite, foi a sobremesa. Este creminho com maças assadas e canela, bem sem graça.




Uma noite memorável, principalmente pela atenção da Tânia e da Catarina, muito prestativas. Na maioria das mesas, as pessoas eram atendida pelos seus nomes, e solicitada a opinião sobre os seus pratos e sugestões.

No fim, por curiosidade pedi a carta de vinhos, e para minha surpresa, foi trazido este caderno escrito a mão ao lado. Um charme que exemplifica o que é a Taberna Ideal!





E como tudo não estava terminado, antes da conta, foi servido a "Ginginha da Casa".

Taberna Ideal
R. da Esperança, 112 (Santos). 21 396 2744

Visite nossas postagem com outras dicas de Lisboa: